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Entrevista Bolívar
O santa-cruzense Bolívar está de volta ao Internacional. Na sua passagem de férias pela cidade, conversou com a reportagem sobre o clube, sua carreira e, em especial, sobre seu retorno ao Brasil. Confira:
Sala - Como você avalia sua temporada no Inter?
Bolívar
Foi um ano maravilhoso. O Inter esperava um 2008 com mais conquistas, mas a gente teve muitas dificuldades no Campeonato Brasileiro. Todos perguntam por que o time não engrenou, mas tivemos a felicidade de fechar com chave de ouro e a conquista da Sul-Americana.
Sala - Você particularmente optou por voltar ao futebol brasileiro no ano passado. O que pesou na hora de trocar o Monaco pelo Inter?
Bolívar
Estava a duas temporadas no Principado de Mônaco e não tinha conquistado nada. Jogador vive de títulos e tenho muita ambição de poder sempre obter novas conquistas. E isso foi uma das coisas que pesaram muito. E sabia que retornando ao Inter iria colocar faixas no peito. Estava sentindo falta de comemorações e fico feliz de ter retornado no momento certo.
Sala - O que valeu para você como experiência jogar na Europa? O que conseguiu aprender?
Bolívar
Adquiri concepção tática. Na Europa o esquema tem uma importância muito grande e os jogadores têm uma consciência tática, pois seguem o que o treinador realmente determina. Isso para mim foi um aprendizado.
“Sabia que retornando voltaria a colocar faixa no peito”
Sala - Esse seu retorno também é estratégico para jogar na Seleção?
Bolívar
Meu objetivo é um dia vestir a camisa da Seleção e vou carregar isso sempre. A gente sabe que estando no Inter, uma equipe que sempre está brigando por títulos e na mídia, a chance de chegar lá é bem maior. Vou procurar trabalhar e sei que o Dunga sempre está observando nossos jogos porque trabalhou no Beira- Rio. Assim vou sempre me dedicar ao máximo, como ocorreu em 2006 e 2008. Tenho certeza de que a oportunidade vai aparecer.
Sala - No final do ano passado você ficou envolvido numa polêmica por não querer aceitar jogar na lateral-direita. Como foi aquilo?
Bolívar
Logo na minha chegada, o Tite havia pedido para que eu atuasse como lateral, pois queria adotar uma linha de quatro zagueiros. Eu havia me negado atuar assim pelas circunstâncias de já estar jogando como zagueiro fazia três anos. Assim, poderia encontrar dificuldades de voltar a ser lateral. Após a partida contra o São Paulo, pelo Brasileirão, o próprio ex-presidente Fernando Carvalho veio conversar comigo e argumentou que era uma necessidade atuar na lateral, pois o Inter não tinha jogadores para fazer essa função. Aceitei jogar o primeiro confronto diante do Boca Juniors na Bombonera, e dali o Fernando Carvalho pediu para eu terminar a temporada nessa função. Fico contente com minha contribuição e ter terminado o ano de forma maravilhosa.
Sala - E o que você projeta para o Inter em 2009?
Bolívar
Meu objetivo é continuar no Inter. Sei que sempre briga por títulos e isso para mim é importante. Espero que os clubes possam entrar num acordo. Meu contrato vai até o final de junho e espero que até antes dessa data tudo possa ser resolvido.
Sala - O que você encontrou de diferente no Beira-Rio depois de dois anos fora do clube?
Bolívar
O Inter cresceu muito. Quando retornei da Europa encontrei um clube bem mais estruturado. A prova disso foi o número de sócios que cresceu. Trata-se de um clube que não deixa nada a desejar para qualquer um da Europa. A estrutura é maravilhosa; dá condições excelentes de trabalho aos seus jogadores. A tendência é que vá crescer mais ainda e espero que possa ficar ainda muito tempo ali.
Volta a Rivalidade
A flauta está de volta. Você pode estar pensando que gremistas e colorados se confrontam por causa da expectativa na temporada de seus respectivos times. Não. O caso é diferente. É que Santa Cruz do Sul vive um momento mágico em 2009. Depois de oito anos veio a ascensão do Avenida à Primeira Divisão e a cidade voltou a viver o clima de rivalidade entre os torcedores alviverdes e alvinegros (do Santa Cruz).
Ambos aguardaram com ansiedade o primeiro embate valendo pontos pelo Gauchão. Mas o Santa Cruz, mais bem estruturado e jogando em casa, aproveitou-se da instabilidade do adversário e também do fator local para sair como vencedor do clássico Ave-Cruz, por 3x1. A projeção sobre a participação dos dois clubes no campeonato ainda é prematura, mas o certo é que a cidade está dando mostras de que comporta dois clubes na Primeira Divisão do futebol gaúcho. Isso porque a média de público nos dois estádios tem sido próxima de dois mil torcedores.
Santa Cruz do Sul pode se orgulhar de estar no seleto grupo de municípios gaúcho com mais de um clube na principal competição do futebol do Rio Grande do Sul e já deu sinais de que pode comportar duas fanáticas torcidas. Se a do Santa Cruz se diz mais “elitizada”, a do Avenida se vangloria por ser mais fanática. Um duelo que ainda vai ter vários embates
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