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EM FOCO - VALE DO TAQUARI |
Um alento ao campo
Programa Repensando o agro no Vale do Taquari, coordenado pela Univates, busca alternativas ao setor primário
O Vale do Taquari está preocupado com a produção primária. E não é de hoje. Desde 2003, coordenado pela Univates, está sendo desenvolvido o programa Repensando o agro no Vale do Taquari, que visa estabelecer estratégias para aquecer o setor.
Ele surgiu, conforme o coordenador Oreno Ardêmio Heineck, após um levantamento realizado em 13 mil propriedades produtoras de leite, para diagnosticar a situação desta atividade no meio rural e, subsidiariamente, apurar outros dados sócio-econômicos. A análise do relatório resultante daquele levantamento gerou preocupações que necessitavam de atenção urgente.
“O mercado para os seus produtos, sistemas de produção, meios de comunicação, novo estilo de vida, formação profissional, êxodo do jovem rural, avanço das atividades urbanas, são algumas das mudanças que têm afetado consideravelmente o produtor rural em vários sentidos e que mereciam cuidados”, cita Oreno Ardêmio Heineck.
Assim, a região resolveu mobilizar-se para resolver estas questões, criando subsídios para que os produtores rurais enfrentem a dinamicidade e as mudanças do mercado globalizado atual, impedindo assim sua gradual exclusão do processo. Surgiu a necessidade de criar, inicialmente, um grupo de discussão e articulador do setor primário para, posteriormente, aprofundar as ações nas cadeias produtivas do agro regionais. Após análise do relatório houve a criação de grupos de estudo sobre as questões mais preocupantes da região, em ação até hoje.
Os grupos de trabalho funcionam com o trabalho voluntário de representantes das diferentes entidades, que discutem temas das diferentes produções como a cadeia leiteira, suinocultura, avicultura, a Sucessão na Agricultura Familiar e Educação Rural, agrometeorologia, agroindústrias familiares, apicultura, floricultura, fruticultura, silvicultura, novas opções para a agricultura familiar, piscicultura, óleos essenciais, turismo rural e tubérculos
Dinâmico
Um dos grandes desafios é a realização de eventos focados em determinados segmentos do agronegócio regional. O mais recente aconteceu em novembro do ano passado, dentro da programação técnica da Expovale, que enfocou as três principais cadeias produtivas do Vale do Taquari: avicultura, suinocultura e pecuária leiteira. Um dos aspectos destacados foi o resultado destas atividades para diversos elos das cadeias, principalmente municípios, com o intuito de subsidiar políticas públicas locais.
Oreno salienta que o Vale do Taquari é uma região setorialmente equilibrada. Seu comércio e serviços são altamente desenvolvidos. No setor secundário, a representatividade também é expressiva, sendo o segundo pólo calçadista e moveleiro do Estado, dos principais no segmento balas e pirulitos, metal-mecânica em expansão.
“Mesmo assim, é significativa a presença de agroindústrias de transformação, fazendo com que, somando-se as demais atividades econômicas ligadas ao agronegócio e o seu efeito nos demais setores econômicos, o mesmo represente 82% do valor adicionado dos 36 municípios da região, segundo pesquisa feita pela Univates em 2006, sob a coordenação do professor Lucildo Ahlert. Isso faz com que nosso trabalho em prol deste setor seja fundamental para a sobrevivência econômica dos mesmos”, acrescenta.
Entidades envolvidas
Univates (coordenadora); Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat); Associação dos Secretários Municipais da Agricultura do Vale do Taquari (ASAMVAT); UERGS; Emater; Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag); Associação de Criadores de Suínos do RS (Acsurs); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Sindicatos de Trabalhadores Rurais; Cooperativa dos Suinocultores de Encantado Ltda. (Cosuel); Cooperativa Languiru Ltda. e Sebrae.
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