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ECONOMIA |
Tire suas finanças do vermelho na crise.
Com as incertezas em relação aos impactos da crise financeira mundial, queda nas bolsas, aumento do desemprego, dólar subindo e juros aumentando, muitos brasileiros estão perdendo o sono para tirar suas contas do vermelho. Com a facilidade cada vez maior da obtenção de crédito, muitas pessoas acumularam dívidas e não conseguem pagá-las, se endividaram de forma irresponsável, seja por falta de educação financeira ou por cair na “armadilha do crédito fácil”.
Segundo Instituto Brasileiro de Estudos e Defesa do Consumidor (Ibedec), pelo menos 18 milhões dos cerca de 180 milhões de brasileiros estão endividados, devem uma ou mais parcelas de algum tipo de contrato. Isso demonstra que muitas pessoas encontram dificuldades para manter o equilíbrio financeiro, o que acaba trazendo muitas preocupações e problemas, tanto no âmbito pessoal como profissional.
A primeira coisa que a pessoa deve fazer nesta situação, é manter a calma, pois nada se resolve na pressa e com nervosismo, deve-se fazer o “orçamento familiar”, escrevendo todas as suas receitas e suas despesas, com taxas, prazos, prestações e saldo devedor. Feito este levantamento de ganhos e gastos, é hora de traçar uma estratégia para conseguir pagar as suas dívidas.
Seguindo estas dicas, certamente você estará dando passos importantes para recuperar sua saúde financeira e, com um pouco de paciência, em breve terá novamente a capacidade para investir.
Dicas
• Primeiro deve-se pagar as dívidas essenciais, como alimentação, água, luz, gás, condomínio e telefone.
• Os gastos desnecessários, que não fazem falta, que apenas tornam a vida mais confortável, como Tv a cabo, internet banda larga, devem ser cortados em uma situação de emergência.
• O passo seguinte é priorizar as dívidas que possuem taxas mais elevadas, que na maioria das vezes, são aquelas relacionadas ao cartão de crédito a ao cheque especial, que em muitos casos ultrapassam os 10% ao mês.
• Procure seu banco, cancele o cheque especial e troque por uma linha de crédito com juros menores.
• Tente negociar sempre direto com seu credor a diminuição na taxa de juros cobrada ou ainda o aumento de parcelas da dívida, diminuindo assim, o valor da mesma, tornando mais fácil o pagamento.
• Quando não for possível negociar, procure financiamentos bancários a uma taxa de juros mais baixa da que se encontra em sua dívida, trocando uma por outra que tenha juros menores e que você possa pagar.
• Busque alternativas como vender um bem que você possa se desfazer, para adquirir dinheiro, pois não é vergonha “dar um passo atrás, para logo adiante, dar dois para frente”.
• Evite fazer compras desnecessárias, fazendo três perguntas: porque eu quero? Realmente preciso? Posso pagar?
Fábio Alexsandro Machado
Financiário, bacharel em Ciências Econômicas e Especialista em Gestão de Custos
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