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Em foco, Carreira e Comportamento |
Depois das férias, hora da sala de aula!
Nem sempre é fácil para os alunos ter disposição na volta às aulas. Isso acaba ocorrendo por causa do período de férias em que acontecem alguns excessos: assistir à TV até tarde, dormir e acordar fora do horário, deixar de realizar atividades relacionadas à aprendizagem, entre outras questões que fazem as crianças e adolescentes saírem da rotina.
Após essa temporada sem compromissos escolares, é importante que os pais conversem com seus filhos e comparem o retorno às aulas com a sua volta ao trabalho. Podem ser estabelecidos limites para que não sintam uma mudança tão brusca, como estabelecer horários com certa flexibilidade e explicar a eles que as férias estão terminando e é hora de rever os colegas e professores.
Esses argumentos são úteis porque evitam desinteresse, insegurança e ansiedade.
Da mesma forma será primordial apontar aspectos positivos do retorno à sala de aula, como o reencontro dos amigos, de contar as histórias das férias e, principalmente, de voltar a adquirir conhecimento.
Dicas para tornar seu filho produtivo no estudo
• Estudar mais a área do conhecimento que menos gosta.
• Distinguir “não gostar do professor” de “não gostar do conteúdo apresentado pelo professor”.
• Não estudar somente por nota, mas estudar porque irá aprender mais.
• Criar interesse pelo estudo, lendo cada vez mais.
• Procurar, vez por outra, estudar com a ajuda de outras pessoas além do professor.
• Fazer da escola um lugar de orientação. Estudar mesmo é o que se faz para além da escola, por conta própria.
• Organizar um horário para as atividades, reservando tempo para estudar.
• Nas áreas do conhecimento, como Matemática, Português, Inglês, Física, Química, o ideal é refazer as atividades dadas em sala de aula, pois é praticando que teremos a certeza de que saberemos fazer.
• Nas áreas do conhecimento, como: História, Geografia, Biologia, Ciências, é preciso esquecer a “decoreba”. O importante é entender a idéia do conteúdo apresentado.
• Lembrar que estudar antecipadamente só traz benefícios. Então não espere para estudar um dia antes da prova.
A volta às aulas
O início das aulas é marcado por sentimentos mistos que vão da euforia e alegria à insegurança e medo. Alguns alunos estão na expectativa do reencontro com os colegas e professores. Já para outros esse é o momento do primeiro contato com a escola e de tudo que isso supõe, podendo haver ansiedade, curiosidade, insegurança.
Para vivenciar esse momento de uma forma mais tranquila e prazerosa, valem algumas dicas sobre como a família e a escola podem contribuir nesse início de ano letivo, tão especial para crianças e adolescentes.
O momento de voltar à escola não é menos importante do que outros tantos que ainda estão por vir durante o ano letivo. É uma situação crucial, já que a criança vai conhecer o seu território, os seus professores, colegas, a estrutura física, os ambientes, bem como as regras que organizam o funcionamento do educandário, e isso faz com que a criança ou o adolescente possa se situar nesse contexto escolar com maior segurança.
A primeira semana costuma ser um período de adaptação, porque todos estão em ritmo de férias, com horários bem flexíveis, sem compromissos, ficando quase exclusivamente brincando o dia todo, dormindo até mais tarde. A instituição de ensino e a família devem se organizar para esse retorno em duas perspectivas: uma é o lado prático, com relação a materiais, horários, transporte, etc., e outra, o mais subjetivo, que estaria relacionado à preparação interna da criança e que se refere ao emocional, a consciência do que este momento significa. Os pais devem auxiliar as crianças na aquisição e organização dos materiais, do uniforme, do lanche, do transporte, dos horários, na organização e identificação dos cadernos e demais materiais. Isso fará com que o estudante se sinta apoiado nessa estrutura que diz respeito à chegada à escola de uma forma organizada, conforme o que foi solicitado pela própria instituição.
Isso evita aquela sensação de estar “meio perdido” ou de que “está faltando algo”.
A primeira semana costuma ser um período de adaptação, porque todos estão em ritmo de férias, com horários bem flexíveis, sem compromissos
Isso também significa ir adaptando a criança a um ritual ao qual ela vai assumindo com autonomia aos poucos. É uma forma de ensiná-la a assumir seus compromissos, demonstrando um envolvimento dos pais que não necessariamente exclui a parte que cabe ao pequeno, ou seja, os pais podem aproveitar esse momento para ensinar aos seus filhos a importância desses pequenos detalhes que também fazem a diferença na vida das pessoas, que é a organização, a responsabilidade, e é aí que podemos incluir o segundo aspecto que diz respeito aos fatores internos e que estão interrelacionados.
Por meio dessas oportunidades, famílias e instituição de ensino poderão demonstrar às crianças a importância que a escola possui na vida das pessoas. Por que se vai à escola? O que é que ela representa na minha vida (pais e professores) ou na sua vida (crianças)?
É importante que perceba o valor que possui a educação que vai receber no colégio, a vida escolar. Os pais possuem grande influência na construção dessa ideia, desse sentido que a criança vai construindo para si mesma em relação aos estudos, ao que vai vivenciar no contexto escolar. Pais e professores devem valorizar a instituição, demonstrar suas expectativas e se colocar como cúmplices, parceiros nesse processo que se inicia ou se reinicia a cada ano, e nos desafios que irão surgir.
Carreira
Competências de gestão da carreira
Qual é a diferença entre ter sucesso ou não na sua carreira? Esta pode ser mínima, mas traços de personalidade e comportamentos em comum podem fazer a diferença. Partes dessas competências são naturalmente adquiridas ao longo de suas experiências de vida, e outras são forjadas pela necessidade de se sobressair no mercado de trabalho. Alguns pontos, porém, são fundamentais para construir uma carreira de sucesso.
Automotivação: capacidade de se motivar continuamente, independentemente das situações adversas ou contratempos que possam ocorrer em suas vidas. Hoje é mais importante para as empresas os profissionais que se motivam sozinhos, mesmo sem qualquer bônus no salário, encorajamento dos superiores ou mesmo de palestras motivacionais.
Humor: arte de gerenciar o próprio estado de espírito, para enfrentar o trabalho do dia-a-dia e a vida pessoal, mantendo harmonia interior e alegria de viver.
Produção de conhecimento: capacidade de crescer profissionalmente, adquirindo dados relativos à sua profissão e que sejam relevantes para a carreira organização do trabalho, como também para sua carreira em particular.
Liderança: capacidade de dirigir pessoas e tirar o melhor delas, levando-as a ser competentes e motivadas por trabalhar em equipe.
Relacionamento interpessoal: capacidade de se comunicar com as pessoas em geral de forma eficaz, fazer amigos e influenciar pessoas – poder de persuasão.
Criatividade: criar e perceber coisas novas, gerar outras maneiras de fazer tarefas, e reinventar métodos, produtos, formas de trabalhar.
Capacidade de sonhar como exercício, de imaginar coisas impossíveis ecriar condições para realiza-las. Fazer o impossível tornar-se realidade pela imaginação, pela persistência e pela
fé. Evidentemente que existem outras qualidades necessárias ao desenvolvimento de uma carreira, como também outras habilidades em um profissional as quais seriam importantes para as organizações, mas essas sete competências certamente terão um peso fundamental para projetar uma carreira de sucesso.
Como liderar pessoas se você não souber se relacionar com elas, não souber persuadi-las a fazer as tarefas difíceis? Para criar o novo é preciso atitude, é preciso sonhar, é preciso imaginação.
Todavia, será necessário persuadir a equipe e conquistar aliados para as
novas ideias. Como exigir atitude e criatividade das pessoas dentro da organização se você mesmo não é criativo, vive num estado de acomodação pessoal e profissional? Como motivar as pessoas dentro da empresa se você mesmo precisa ser constantemente motivado? Como manter a organização num ambiente agradável se você é o primeiro a perder o bom humor diante da menor dificuldade? A conclusão a que se chega é que bons profissionais são importantes para as empresas; os profissionais competentes são fundamentais para o sucesso de qualquer organização; mas os líderes eficazes, sonhadores, motivados e bemhumorados são absolutamente imprescindíveis em qualquer forma de organização empresarial.
Comportamento
Por que sentimos medo?
Se as pessoas não tivessem medo, não teriam nenhum receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas. Tanto nos seres humanos quanto nos animais, o medo promove a sobrevivência. Com o decorrer do tempo, as pessoas que sentiram medo, tiveram mais pressão evolutiva favorável.
A maioria não precisa mais lutar (ou correr) pela vida, mas o medo está longe de desaparecer, pois continua servindo ao mesmo propósito que servia na época antiga quando se encontrava com um leão enquanto buscava água no rio. A diferença é que agora se anda pelas ruas da cidade. A decisão de usar ou não aquele atalho deserto à meia-noite é baseada em um medo racional que promove a sobrevivência. Na verdade, o que mudou foram os estímulos, já que se corre o mesmo risco que há centenas de anos e ainda serve para nos proteger da mesma forma como protegia antes.
Para o ser humano, além do instinto, há outros fatores envolvidos no medo. Ele pode ter o dom da antecipação, o que faz imaginar coisas terríveis que poderiam acontecer: coisas sobre as quais ouvimos, lemos ou vimos na TV. A maioria de nós nunca vivenciou um acidente de avião, mas isso não impede de sentar em uma poltrona e agarrar-se firme nos apoios dos braços. A antecipação de um estímulo de medo pode provocar a mesma reação que se vivesse a situação real e isso também é um benefício obtido com a evolução.
Condicionamento
O circuito da reação de medo pode ter sido afinado pela evolução, mas também há outro aspecto do medo: condicionamento. Trata-se do motivo pelo qual algumas pessoas temem cachorros, ao passo que outras os consideram praticamente membros da família.
O temor que a pessoa sente de cães provavelmente se deve a uma resposta condicionada. Quem sabe ela tenha sido mordida por um quando tinha 3 anos de idade e, muitos anos depois, o cérebro dela ainda associa a visão desse animal à dor da mordida.
Medo e excitação
Se a pessoa gosta de filmes de terror já sabe que o medo pode ser excitante. Muitos gostam dessa sensação. E a estimulação da reação de luta ou fuga pode ser prazerosa e até imitar a excitação sexual, o que faz com que não seja nenhuma surpresa o fato de querer assistir a produções de terror e andar de montanha russa em encontros românticos.
Existem evidências científicas de que as situações apoiam a conexão entre o medo e a excitação.
Mais comuns
Os medos mais comuns são de falar em público, ir ao dentista, sentir dor, do câncer e de cobras. Muitas temem as mesmas coisas. Será, então, que existem medos universais? Alguns estudos mostram que os seres humanos podem ser geneticamente predispostos a temer animais que já apresentaram um perigo real pelo fato de ser venenosos ou carregar doenças.
No entanto, embora possa haver medos universais, também há os específicos de certos indivíduos, comunidades, regiões ou mesmo culturas. Alguém que cresceu na cidade grande provavelmente tem um medo mais intenso de ser roubado do que alguém que passou a maior parte de sua vida na fazenda.
Sentir medo de vez em quando faz parte da vida. O problema é viver com medos crônicos que podem enfraquecer uma pessoa tanto física quanto emocionalmente, já que viver com uma resposta imunológica debilitada pode acarretar várias doenças.
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